segunda-feira, 29 de junho de 2009

8 contra 80 mil


De: Heber Gonçalves de Carvalho
Data: Mon, 29 Jun 2009
Assunto: Folder/Selo defesa profissão jornalista


Prezados

A FENAJ solicita o apoio de todos na campanha em defesa da profissão de jornalista. Por favor, divulguem e distribuam os novos "folder" e "selo" que acompanham esta mensagem.
Valci Zuculoto
Diretora de Educação/FENAJ
pela Coordenação da Campanha


Todo o material Gráfico na página da Fenaj: http://www.fenaj.org.br/diploma.php




.Divulgue . http://www.youtube.com/watch?v=2SP1nZ4CzQs
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sábado, 27 de junho de 2009

Reverteremos a sacanagem do Gilmar?




Senador junta 40 assinaturas para apresentar PEC que torna obrigatória exigência do diploma
24/06/2009
Redação
Portal Imprensa


O senador Antônio Carlos Valadares (PSB-SE), que na última terça-feira (23) protocolou uma Proposta de Emenda à Constituição Federal (PEC) para tornar obrigatória a exigência do diploma de nível superior para o exercício da profissão de jornalista, já conseguiu juntar 40 assinaturas de apoio.

Para poder apresentar o PEC, eram necessárias 27 assinaturas. Segundo a Agência Brasil, a proposta de Valadares torna obrigatório o diploma para exercer o Jornalismo, além de tornar facultativa a exigência do diploma para colaboradores.

"Com todo o respeito que tenho ao Supremo Tribunal Federal, foi uma decisão equivocada. O jornalista é um profissional cujo trabalho é reconhecido. É uma tradição a legitimidade. O Brasil não pode retroceder. Como um senador socialista, não poderia deixar de recolher as assinaturas e protocolar a PEC", declarou o senador.

Com o objetivo de aperfeiçoar o texto do PEC, Valadares ainda vai solicitar que o Senado realize audiências públicas na Comissão de Constituição, Justiça e de Cidadania (CCJ), com representantes de associações e federações de jornalistas e da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), além de estudantes e jornalistas.

No dia 17 de junho, o Supremo Tribunal Federal (STF) revogou, por oito votos a um, a exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão.


Participe do e-Fórum enviando sugestões de pautas, informes, notas, eventos para a agenda e críticas. Escreva para imprensa@fndc.org.br.

quinta-feira, 25 de junho de 2009

Estudantes e Jornalistas cercam Gilmar no Rio de Janeiro




24 DE JUNHO DE 2009 - 21h26

Gilmar Mendes foge do protesto de estudantes e jornalistas no Rio


Estudantes e profissionais de jornalismo protestaram, no dia 23, contra a decisão do STF de acabar com a obrigatoriedade do diploma de jornalismo. Na manifestação realizada em frente à Fundação Getúlio Vargas, no Rio, o Ministro Gilmar Mendes, que fez uma palestra no local, fugiu rapidamente de carro para escapar do protesto.


Amparado por um forte esquema de segurança de PMs e guardas municipais, na chegada à FGV, o Ministro teve o seu carro cercado pelos manifestantes.


Portando faixas e cartazes, os manifestantes concentraram as críticas no Presidente do STF. Gritavam palavras de ordem como “Jornalista diplomado é igual a advogado” e lembravam que “jornalista não é capanga”, em referência ao também Ministro do STF, Joaquim Barbosa, que em discussão com Gilmar Mendes, durante sessão no Tribunal, disse que não era um de seus capangas.


Os estudantes se revezavam no megafone e insistiam em chamar o presidente do Supremo de “Gilmar Dantas”, em relação ao banqueiro Daniel Dantas, preso pela Polícia Federal e posto em liberdade por habeas corpus concedido em duas ocasiões pelo ministro.


O repórter fotográfico Alberto Jacob Filho, diretor do Sindicato e presidente da Arfoc-Rio, participou da manifestação vestido de cozinheiro, parodiando a comparação feita por Gilmar Mendes desta profissão com a de jornalista.


Fonte: Vermelho

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Contra o erro do STF



Estudantes e sindicatos protestam em frente ao STF
Por Globo on Line


BRASÍLIA - Pelo menos 80 estudantes de várias faculdades de jornalismo, jornalistas e sindicalistas ligados à categoria participaram na manhã desta segunda-feira, em Brasília, de uma manifestação em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a decisão da Corte de acabar com obrigatoriedade do diploma para exercício da profissão de jornalista . Nenhum dos 11 ministros estava no tribunal na hora da manifestação.


Na semana passada, o Supremo derrubou por oito votos a um a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão. Para o relator da matéria, o presidente do STF, Gilmar Mendes, a decisão pode levar o tribunal a fazer o mesmo com outras profissões . Na Câmara, porém, há em tramitação 169 projetos de normatização de profissões como pedólogo, cozinheiro, manicure, astrólogo, técnico de futebol e até repentista.

"Jornalismo não é emitir opinião. Jornalismo é apuração"

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Presente entre os manifestantes, o presidente do Sindicato dos Jornalistas do Distrito Federal, Romário Schettino, criticou a decisão do Supremo.

- Jornalismo não é emitir opinião. Jornalismo é apuração - disse Schettino. - De forma nenhuma a prática jornalística fere a liberdade de expressão, até porque sempre houve e sempre haverá, nos veículos, espaço para esse tipo de manifestação. O que nós jornalistas fazemos é apurar fatos e, seguindo critérios técnicos, identificar aqueles que são mais relevantes para a sociedade - completou.

Segundo Schettino, o sindicato vai às ruas com o objetivo de debater a questão e apresentar uma nova proposta de regulamentação da profissão.

Mas ele lembra que a prerrogativa para a apresentação da proposta precisa ser do Executivo.

- O ministro do Trabalho já tem em mãos um projeto elaborado pela Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas). Vamos lutar para implementá-lo, cientes de que esse tipo de proposta é de competência do Executivo, e que a apresentação de novas leis pelos parlamentares poderá ser considerada inconstitucional - argumentou.

http://www.sjpdf.org.br/

ENECOM


Aviso de Danilo



Vai rolar hoje a noite, às 20:30, o pré encontro do ENECOM -Encontro Nacional dos Estudantes de Comunicação Social. Vale lembrar que só é possível a participação através do pré encontro. Horário: 20:30 Sala (provisória): JC1 Campus Sul - IESB

Danilo Soares. 8123 6257
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Caiu o Que Foi Conquistado Com Luta


Supremo derruba exigência do diploma para jornalistas

Olha, desde que eu passei a entender um pouco de como funciona, questiono algumas decisões do Supremo Tribunal Federal (STF). Mas essa foi de lascar!

*"Não se pode fechar os olhos para o fato de que jornalismo é uma atividade multidisciplinar e que muitas notícias e artigos são prejudicados porque são produzidos apenas por um jornalista especialista em ser jornalista, sendo que em muitos casos essa informação poderia ter sido produzida por um jornalista com outras formações, com formação específica em medicina, em botânica, com grande formação acadêmica, mas que não pode exercer o jornalismo porque não tem diploma. Não se pode desprezar esse contexto", disse o procurador-geral da República, Antonio Fernando Souza.

E mais:
*"A profissão não depende de um conhecimento técnico específico. A profissão de jornalista é desprovida de técnicas. É uma profissão intelectual ligada ao ramo do conhecimento humano, ligado ao domínio da linguagem, procedimentos vastos do campo do conhecimento humano, como o compromisso com a informação, a curiosidade. A obtenção dessas medidas não ocorre nos bancos de uma faculdade de jornalismo." A advogada do Sindicato das Empresas de Rádio e Televisão no Estado de São Paulo afirmou que em outros países, como Estados Unidos, França Itália e Alemanha, não há a exigência do diploma. "Nos EUA, a maioria esmagadora dos jornalistas é formada em escola, mas nem por isso se obriga a exigência de diploma", afirmou.

E nos votos:

"Quando uma notícia não é verídica ela não será evitada pela exigência de que os jornalistas frequentem um curso de formação. É diferente de um motorista que coloca em risco a coletividade. A profissão de jornalista não oferece perigo de dano à coletividade tais como medicina, engenharia, advocacia nesse sentido por não implicar tais riscos não poderia exigir um diploma para exercer a profissão. Não há razão para se acreditar que a exigência do diploma seja a forma mais adequada para evitar o exercício abusivo da profissão" - Gilmar Mendes

"Esse decreto é mais um entulho do autoritarismo da ditadura militar que pretendia controlar as informações e afastar da redação dos veículos os intelectuais e pensadores que trabalhavam de forma isenta" - Ricardo Lewandowski

***

Conheço diversas pessoas que pensam como esses. Ok, somos livres para pensarmos o que quisermos. Mas não é difícil perceber que a graduação em Jornalismo surgiu de uma necessidade. E não priva qualquer liberdade de expressão, sobretudo numa época em que qualquer pessoa pode fazer o que faço exatamente agora: escrever qualquer abobrinha e publicar para quem quiser.

Aperfeiçoamento, comprometimento com a informação, técnicas... Sim, há pessoas que nasceram para isso e sequer precisariam de um diploma. Foi assim durante muito tempo. Porém, acredito que há muito mais a se questionar. E sequer concordo com a ideia de que Jornalismo não coloca nada em risco. O que são, então, as decisões políticas tomadas pela pressão da imprensa e pela opinião pública escandalizada? Meu caro Gilmar, isso não é nada para o senhor? Então se eu ler a Constituição de cabo a rabo posso decidir melhor sobre a constitucionalidade das coisas... talvez melhor que uns e outros.

Disse Antonio Fernando, procurador-geral da República, de opiniões que admiro muito: A profissão não depende de um conhecimento técnico específico. A profissão de jornalista é desprovida de técnicas.

Desta vez tenho que discordar do senhor. Não é a técnica de saber todos os assuntos, e nem pretendemos tomar o lugar de um engenheiro para falar de construções, de um físico para falar de um fenômeno, de um médico para falar de pesquisas avançadas em torno do vírus H1N1, ou de um consultor de moda para falar das tendências do próximo verão. O senhor considera que ficaria claro para um leitor um texto com informações técnicas a respeito de um assunto específico de cada ciência? Sem elevar a profissão de jornalista ao mais alto nível das funções, é ele o responsável por fazer essa tradução e levar ao leitor informações claras, objetivas, e que mudam, sim, algo em sua vida. Se há muitos anos sentiram a necessidade de se criar escolas de comunicação, alguma serventia há de ter.

E à senhora advogada, peço que passe um semestre, ou menos, em uma turma de Jornalismo. O que acha que discutimos em sala? Assuntos gerais?

É triste ver que as decisões no país, sobretudo desta Suprema Corte nos últimos tempos, têm sido tomadas de qualquer jeito. Assuntos sérios são tratados como qualquer coisa. Não se dá a devida importância ao que realmente deveria ter. E mais: um interesse altamente corporativista, de quem não valoriza o profissional, a profissão e muito menos a função social do Jornalismo. E não valoriza nem em termos econômicos, de fato. Nunca se valorizou, na verdade. Mas, de agora em diante, é uma profissão ideológica, sem direitos, sem um piso salarial. Mesmo com o piso ridículo que há hoje, melhor isso do que nada.

Os jornalistas são aqueles que aceitam trabalhar muito, estar ligados 24 horas por dia, acordar pensando no desenrolar de uma notícia... e ganhar para isso menos do que quando faziam estágios. Sabe o que é isso? Podem chamar de maluquice, eu chamo de paixão. Os idealistas sempre dizem que quem é bom tem espaço. Eu vivo, todos os dias, essa contradição. Os que aceitam trabalhar muito, deixar de viver, de comer como deviam, de conviver com quem deviam... para ganhar pouco, esses sim, sempre têm espaço.

Nem me lembro a última vez em que escrevi algo tremendo de raiva. Nem me lembro a última vez que sentei para escrever quando, na verdade, o que eu queria era gritar. Mas comunicação é assim. Todo mundo acha que pode fazer. Alguém aí precisa de uma balconista?

*As aspas são trechos de notícias retirados da Folha Online, hoje, 17 de junho de 2009

Cíntya Feitosa

Quarta é dia de gritar FORA GILMAR!

Em Brasília, Belo Horizonte e São Paulo já estão confirmados novos atos pedindo a saída do empresário e pecuarista Gilmar Mendes da presidência do Supremo Tribunal Federal.

É HOJE!!!

domingo, 21 de junho de 2009

Mostre que você tem voz

Fenaj convoca


Indignação cresce de norte a sul: novos protestos convocados para segunda-feira

Estudantes de Jornalismo de diversas cidades do país organizam novas manifestações de desagravo à decisão do STF que aboliu a obrigatoriedade da formação universitária para a profissão de jornalista. Os atos estão marcados para esta segunda-feira, dia 22, em São Paulo, Brasília, Rio de Janeiro, Teresina e Caxias do Sul. Serão simultâneos, a partir das 10h. Em Porto Alegre, haverá manifestação na quarta.

A FENAJ, os Sindicatos de Jornalistas e o Fórum Nacional de Professores de Jornalismo se engajaram na mobilização e estão convocando profissionais e professores a participarem ativamente.

Também conclamam demais segmentos profissionais, movimentos sociais, parlamentares, autoridades a comparecerem às atividades, levando às ruas o apoio e preocupações que já vêm externando aos jornalistas.

Conforme os Diretórios Acadêmicos dos Cursos de Jornalismo que lideram a organização, serão promovidas passeatas que culminarão com atos e a orientação é para que todos participantes vistam preto, usem nariz de palhaço, levem apitos e empunhem colheres de pau, além de faixas e banners da campanha pela valorização da formação e profissão de jornalista. As manifestações serão simultâneas em todas estas cidades, a partir das 10h desta segunda-feira. Já em Porto Alegre, o Sindicato está convocando mais um ato para quarta-feira.

Veja, a seguir, as informações, cidade por cidade, sobre locais de concentração e trajetos das passeatas.

SÃO PAULO (SP)

DIA: 22/06 – segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: em frente ao metrô Consolação - av. Paulista, altura do nº 2163
PASSEATA: até Hotel Reinascence
* Para quem é de Campinas, às 8h sairá um ônibus da PUC levando os manifestantes até a capital.

BRASÍLIA (DF)

DIA: 22/06 - segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: Praça dos Três Poderes
PASSEATA : até a Esplanada dos Ministérios

RIO DE JANEIRO (RJ)

DIA: 22/06 - segunda-feira
HORÁRIO: 10h
CONCENTRAÇÃO: ABI
PASSEATA: até o Palácio Tiradentes

http://www.fenaj.org.br/materia.php?id=2651

Sindicato dos Professores desmente Eda


IESB Demite Professores



O Sindicato reuniu-se com a direção do Iesb na tentativa de encontrar uma saída política para o processo de demissão de 120 professores da instituição que trabalham a vários anos na empresa.



Essas demissões estão ligadas à pretensão do Iesb em transformar a instituição em Centro Universitário. Para isso terá que cumprir exigências do MEC, entre as quais a contratação de professores com titularidade de especialização, mestrado ou doutorado.


Segundo se sabe, essas exigências já eram do conhecimento da instituição desde 2007. Mesmo assim, a direção não tomou qualquer providência no sentido de organizar, com recursos da própria faculdade, um programa de estímulo à pósgraduação para os seus professores.


Esse processo, além de desrespeito aos profissionais que se dedicaram tantos anos à instituição, é uma demonstração clara de falta de planejamento e da visão mercantilista do setor privado de ensino, que tem a educação como um simples produto voltado para os interesses do mercado.


O Sinproep-DF continuará fazendo gestões junto à direção do Iesb para exigir a revisão dos procedimentos de demissões adotados, por meio de solução política e coloca o seu Núcleo Jurídico à disposição do colegas demitidos para, se for preciso, cobrar os seus direitos na Justiça do Trabalho.

do sítio do Sindicato

HÁ LUGAR PAR OS PROFISSIONAIS


Como as normas de avaliação do ensino superior não consideram as especificidades dos cursos e privilegiam a titulação, a exigência absoluta de pós-graduação hoje se estende às instituições privadas de ensino superior, que precisam ser bem avaliadas pelas autoridades educacionais. Há poucos dias, uma delas demitiu um grupo de professores (fala-se em 60) sem pós-graduação. Entre eles, jornalistas experientes, bons profissionais — e, pelo que dizem alunos e ex-alunos, alguns são ótimos professores.
Há lugar para os profissionais ________________________________________ Hélio Doyle Jornalista, professor da Faculdade de Comunicação da UnB
Convidei o cineasta, documentarista e ex-jornalista Vladimir Carvalho para conversar com meus alunos, calouros de jornalismo, publicidade e audiovisual — as três habilitações do curso de comunicação na Universidade de Brasília. Foi excelente. Vladimir, professor aposentado da UnB, poderia perfeitamente ainda estar dando aulas. Tem conhecimento acumulado, experiência profissional, vivência acadêmica, energia e trabalhos importantes, muitos deles premiados, a mostrar.



Mas hoje ele não seria aceito pela UnB: não tem o título de doutor, sequer o de mestre. As universidades federais geralmente só abrem concurso público para doutores. No mínimo, em alguns casos, para mestres.



Por isso, Vladimir Carvalho, 22 filmes realizados, um dos maiores documentaristas do país, não conseguiria ser professor na UnB. Mas um jovem de 28 anos de idade, sem um só filme realizado, tem grandes chances de ser contratado — se tiver o título de doutor, quem sabe obtido com uma tese sobre a obra cinematográfica de Vladimir Carvalho.



O mesmo aconteceria com o jornalista Carlos Chagas, também já aposentado como professor da UnB. Hoje, Chagas, com toda sua experiência profissional e de vida, excelente professor que foi, não conseguiria entrar na UnB. Não é doutor nem mestre. As normas estabelecidas pelas autoridades educacionais consideram que uma vaga de professor de jornalismo estará mais bem ocupada por um jovem inexperiente profissionalmente, que muitas vezes mal conhece uma redação e nunca exerceu a função de repórter ou editor, mas que seja doutor.



Tem mais. Só se entra na UnB com dedicação exclusiva. Ou seja, um jornalista ou publicitário bem-sucedido, que chefie uma redação de jornal ou uma agência de propaganda, não pode levar seus ensinamentos aos alunos de comunicação se não optar pela dedicação exclusiva à instituição, deixando de lado a vida profissional. Mesmo que seja excelente professor. E titulação vale para ganhar mais, experiência profissional não vale nada.



Como as normas de avaliação do ensino superior não consideram as especificidades dos cursos e privilegiam a titulação, a exigência absoluta de pós-graduação hoje se estende às instituições privadas de ensino superior, que precisam ser bem avaliadas pelas autoridades educacionais. Há poucos dias, uma delas demitiu um grupo de professores (fala-se em 60) sem pós-graduação. Entre eles, jornalistas experientes, bons profissionais — e, pelo que dizem alunos e ex-alunos, alguns são ótimos professores.



Em cursos como o de comunicação, que forma jornalistas, publicitários, relações públicas e profissionais da área audiovisual, é preciso aliar as disciplinas de formação teórica e o embasamento científico à formação para a atividade profissional. São ensinados os processos e as teorias da comunicação, mas os alunos de jornalismo, por exemplo, também têm de aprender a apurar uma notícia, entrevistar uma fonte, redigir um texto jornalístico, editar para meios impressos ou eletrônicos. Mais que isso, têm de entender a profissão, conhecer a realidade do mercado no qual serão jogados. Não é o título de mestre ou de doutor que fará alguém, necessariamente, ensinar isso melhor do que um jornalista experiente e competente.



A boa universidade tem de ter muitos doutores e mestres e deve se empenhar para que seus professores obtenham esses títulos. A maioria dos professores deve se dedicar exclusivamente ao ensino e à pesquisa. Mas há lugar para professores que, sem títulos acadêmicos, tenham vivência, experiência profissional e carreiras bem-sucedidas. E, sobretudo, vontade de transmitir conhecimentos. Não há razão para exigir que profissionais dispostos a dedicar algumas horas semanais ao ensino tenham de se afastar das redações, agências, produtoras e emissoras.



A pós-graduação é um elemento importante de avaliação acadêmica, e deve ser incentivada, mas não é essencial para todos os que dão aulas no ensino superior. Falo da comunicação, que conheço. Presumo que isso não se aplique a todas as áreas acadêmicas. Mas já ouvi o mesmo argumento de alunos, professores e profissionais do direito, da arquitetura, da medicina, das artes. Doutores, mestres e especialistas devem conviver com bacharéis, que no futuro poderão ser pós-graduados. Professores em dedicação exclusiva devem conviver com professores que dão duas, quatro ou oito horas de aulas semanais. A universidade voltada para a formação integral de seus alunos só tem a ganhar com essa diversidade.

O Funeral da Ètica

Ouça aqui o som da manifestação: Aluno



Câmera Valmir Ribeiro -fotos Leila Jinkings

Cadê Você? Cadê Sua Voz, Aluno?

Aluno ... quem é você?  (clique)



... Aluno ... cadê você? ... cadê sua voz, aluno? ... universidade pra quem? ... universidade pra quê? ... o ensino é de boa qualidade? ... vai participar? ...

Audio dos Alunos do Iesb veiculado na manifestação O Enterro da Ética, em frente ao IESB, 5ª feira, 18.


Vale a pena ouvir, está muito bacana.

E divulgue.

A Ética foi Sepultada. Mas o Movimento ...

Repercussão no Correio

A nota só não fala que faltou planejamento à faculdade, que nao se preparou para o recadastramento junto ao MEC. Este é que foi o motivo da truculência das demissões.

Alunos do Iesb bloqueiam parte da L2 Sul em protesto contra demissões de professores



Alunos do Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb) bloquearam parte da L2 Sul na noite de ontem, na altura da 613/614 Sul, para protestar contra a demissão de 69 professores da instituição, no dia 3 de junho. Quase 100 alunos levantaram faixas, cartazes e, com narizes de palhaço e apitos, tentaram chamar a atenção da direção. A Polícia Militar foi chamada e interditou duas das três faixas da via no sentido Sul-Norte.


Segundo os estudantes, os professores foram demitidos por não terem especializações ou não serem reconhecidas no Brasil. Cursos como jornalismo e pedagogia perderam um grande número de docentes. O formando Danilo Mendes perdeu a orientadora do projeto final em pedagogia. “Ela foi demitida junto com um terço dos professores do curso, não me sinto mais preparado para a minha defesa sem ela”, reclamou. A apresentação do projeto final dele está marcada para o próximo dia 22.


Durante a manifestação, ninguém da direção do Instituto foi encontrado para esclarecer as demissões.


(Link para notícia)
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Cartaz variação

Cartaz da Mobilização

Ato Público Pela Qualidade de Ensino

IESB e Paulo Renato

Edson Machado, Eda e Paulo Renato em: um triângulo amoroso “em prol da educação”
Danilo postou nos comentários do blog e resolvemos caçar as notícias do suspeito caso envolvendo a permissão de funcionamento do IESB.

Leiam vocês mesmos:

Jornais

Denúncias sobre CNE podem ser investigadas – O Estado de S.Paulo, 25/05/2001

Cai chefe de gabinete do MEC – O Estado de S.Paulo, 23/05/2001

Assessor se demitiu para evitar ‘constrangimento’, diz Paulo Renato – Folha de S.Paulo, 25/05/2001

Revistas

Ação entre amigos: Conselho de Educação autoriza abertura de faculdades de parentes e sócios dos Conselheiros – Veja, 02/05/2001

Jornada múltipla: Conselheiros do MEC prestam assessoria a universidades que deveriam fiscalizar – Veja, 23/05/2001

Cabeça cortada: Conflito de interesses derruba assessor de ministro – Veja, 30/05/2001



Publicado noBlog original: http://iesburgente.wordpress.com/2009/06/08/iesb-e-paulo-renato/

Sindicato protesta contra passaralho no IESB

Sindicato protesta contra passaralho no IESB


Por A Diretoria

A Diretoria do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal protesta contra as demissões em massa ocorridas esta semana no IESB. Dentre os 60 demitidos, 18 são professores do curso de Jornalismo.



Entre os jornalistas que perderam o emprego estão: Luisa Guimarães, Fernando Grossi, Leandro Fortes, Lourenço Flores, Aliene Coutinho, Fernanda Muylaert, Godoy, Baltar, e outros. Essa decisão é inaceitável porque deixa sem emprego um número muito grande de profissionais.


O IESB pretende se transformar em um centro universitário e, para isso, tem de cumprir exigências do Ministério da Educação, entre os quais contratar professores com títulos de especialização, mestrado ou doutorado. Mas, ao que tudo indica, essas exigências já eram conhecidas pela instituição desde 2007. Por que só agora, depois que o Ministério da Educação marcou diligência na instituição, o instituto demitiu os professores? Por que não organizou um programa de estímulo à pós-graduação para seus professores?


Além de desrespeito aos profissionais que se dedicaram à instituição, é notória falta de planejamento. Enquanto isso, faltam equipamentos nas salas de aula e não há atividades complementares prometidas no início do curso.


O Sindicato dos Jornalistas exige a revisão dos procedimentos adotados pelo IESB e coloca seu Departamento Jurídico à disposição dos demitidos para, se for o caso, cobrar na Justiça os seus direitos.


Brasília, 5 de junho de 2009.


A Diretoria do  Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal

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Apoio do Diretório de Comunicação Social da UNICEUB

Sessenta e nove professores demitidos no Iesb sem explicação plausível

Sessenta e nove professores demitidos no Iesb e nenhuma explicação plausível




Este blog foi criado para unir os alunos do IESB contra aquilo que pode ser chamada de atitude covarde na prática.



Links sobre o ocorrido:


O que fazer quando uma escola vira papa-níquel de luxo?

IESB promove demissão em massa

IESB demite 69 professores

Eu quero falar! (chamada)



Importante



Os alunos devem ficar unidos e reivindicar os devidos esclarecimentos da famigerada diretoria. Pegue sua turma e debata o assunto. Segunda-feira terá reunião.



Hoje vamos conversar entre as turmas e decidir alguns caminhos [serão postados no blog]. Fiquem de olho!



Tiw.